Wednesday, April 16, 2008


Na simpatectomia...
-Você é o anestesista?
-Sim, e você é a recomendadíssima Manuela! O amigo Marcelo (anestesista também) do seu pai disse pra eu ter total cuidado sobre você - e foi me furando pra colocar o soro.
-ESPERA! Vamos conversar!!!Não estou preparada ainda.
-Relaxa, moça, isso é só o soro. Gente! Suas mãos estão pingando de suor!
-Claro, né? -na minha cabeça passou um "o que acha que estou fazendo aqui? Esperando pra ter um filho?".
-Agora vamos pôr isso daqui e...
-Nãoooo! Espera, a gente nem se conhece! Você sabe meu nome, mas eu já esqueci o seu e não sabemos mais nada um sobre o outro! Como já quer que eu durma assim? Além do mais, pensei que a anestesia fosse inalada e....
...POFT. Dormi.
Em dois segundos (na minha cabeça, claro, pois se passaram algumas horas), acordei. Pra mim, tinha acordado no meio da operação. Completamente grog, vi um rapaz chegando e sendo colocado na maca ao meu lado. Falava sem parar.
-Oi, menina! Qual seu nome?
-Manuela. E o seu?
-Daniel.
-Você também tinha hiperidrose?
-Tinha. Fiz a simpatectomia agora.
-Você também está morrendo de fome, ô...como é seu nome mesmo?
-Daniel. Tô sim. Você quer jantar China in Box no meu apartamento?
-Quero! Tô com muita fome. Não servem isso no meu - na minha cabeça drogada, ele tava numa suíte presidencial e eu, pobre, devia ter ficado numa mais econômica.
-Então, tá..Como é seu nome mesmo?
-Manuela. Você tem quantos anos?
-25, e você?
-Não posso dizer- (?)
-Uns 30?
-Acho que sim - (??).

A mãe dele chega. As enfermeiras não paravam de rir da nossa conversa doida.
-Quem é sua amiga, filho?
-É sua nora, mãe. Ela vai ser minha esposa.
-É, sogrona. hehehe.
-Então vou pegar o telefone dela pra você, filho. Se ela estiver solteira, claro.
-Eu tô sempre solteira.- (???)

Dei o telefone. Não sei se acertei os múmeros, mas foi assim.
Quando eu saía da sala, ele me deu um "Não se vá! Tchau, meu amor. Ei, qual é mesmo seu noooome?". As enfermeiras acharam lindo! Diziam que ele era gatíssimo e que eu também era bonita. Insistiam que daríamos muito certo.
Infelizmente, no outro dia, ele foi embora antes de mim. Não o vi mais, mas fico segura de que ele tenha meu telefone.
Se sentir saudade da esposa ou sair pra um restaurante chinês ele vai me ligar...Tenho Certeza...

Friday, April 04, 2008

Names, Names, Names


Toda mulher, desde o dia de seu nascimento, aprende que é preciso decorar nomes. Primeiro, o próprio, claro. Claro que a dificuldade varia entre um Maria e um Cleidisleine, mas é assim que começa. Depois vem os apelidos das bonecas, as mil coisas que se aprende na escola e a rua onde mora. Mas é quando a juventude chega que a coisa complica de verdade. A mulher adquire uma necessidade cada vez maior de decorar nomes. Caso contrário, uma fofoca pode ser comprometida. O pior de tudo é que ainda temos de decorar por nós e pelos homens. Decoramos as nossas datas importantes e, muitas vezes, também as deles, somente para lembrá-los.
Eu nunca fui boa nessa tarefa. Mesmo quando era criança, uma mesma boneca minha poderia mudar de nome por mais de 10 vezes. Nunca gravei o nome de todos os Backstreet Boys e de todas as Chiquititas.
Da minha infância pra cá, apesar de diferentes, as tarefas não se descomplicaram. Não decoro nunca a data do aniversário dos meus namoros. Às vezes, até o mesmo da minha irmã gêmea me foge da memória. Tá, tem um pingo de exagero nisso, mas é por aí o raciocínio. E as cores, então? Pra mim, existem só aquelas que aprendi aos 3 de idade. Vermelho, azul, amarelo, roxo, verde, marrom e assim vai...A diferença se dá somente em serem claros ou escuros. Mas as pessoas tem de complicar até isso com nomes como verde abacate, verde abacate maduro, verde acabate podre, podrinho, podrão...
Esses dias, resolvi decorar os nomes dos esmaltes de unha. Cheguei toda orgulhosa pra manicure dizendo:
- Vou querer passar um "renna".
-Um 'renda' que você quis dizer?
-É...Passa qualquer um.
Que frustração. Vou tentar decorar os nomes dos tecidos agora. Já decorei alguns: seda, linho, lycra. Já tô me vendo na loja de panos.
-Moça, me vê dois metros de "renna"?
-Uma 'renda' você quis dizer?
-É!!! Me dá qualquer coisa aí...

Monday, March 17, 2008

Quem ama não trai.


Quando abri o portão, foi o primeiro que vi. Como se tivesse esperado o dia inteiro por este momento morrendo de saudades, me encheu de beijos. Ele é grande, é verdade, mas nosso abraço sempre se encaixa perfeitamente. Agora só se ocupava de mim e de nada mais. Deixou tudo o que fazia de importante (ou não) para me receber com toda a alegria do mundo. Eu estava imunda, acabara de voltar de um futebol, mas nem meu suor o impediu de continuar com seus carinhos. Eram recíprocos, claro, mas eu sabia o que estava fazendo. Chamei-o, com jeitinho, para caminhar. Andamos, mas só ele estava inquieto. Estava feliz na companhia de quem amava. Eu também estava, mas sabia que aquilo não iria acabar bem e que caminhávamos em direção a sua casa. Ele não notava, só curtia o momento. Paramos em frente ao seu portão. Então, ele entendeu. Entendeu que os carinhos que eu fazia tinham um propósito. A reciprocidade não era à toa. Não falou nada. Emudeceu totalmente. Não chorava, não gemia. Só ficou quieto. Virou uma estátua de pedra completamente irremovível. Não queria entrar, estava chocado, decepcionado, tristíssimo. Traí sua confiança de modo frio, seco. Me senti Escariotes. Se lhe desse um beijo, logo depois, teria de me enforcar.
Com muito esforço, puxei-o pela coleira pra dentro de sua casa. Seu rosto divididinho pelas grades parecia querer se debulhar em lágrimas. Suas orelhas se abaixaram, mas não fazia som algum. O que mais me incomodava era olhar para aquele monte de pêlos negros tristes. Na mesma hora, entendi o que seus olhinhos, que nada mudaram desde que era um filhote, queriam dizer: "É nisso o que dá ser o melhor amigo do homem."

Monday, March 03, 2008

E no concurso público...


Vai ver as pessoas tinham toda a razão: passar num concurso de pouquíssimas vagas e que garante um salário muito bom para o resto de suas vidas requer muita, MUITA preocupação. E nem foi só pelo fato de apenas eu não possuir esse sintoma que me fez chegar à conclusão de que não passaria, foi exatamente no começo da prova, na parte de "Conhecimentos Complementares"que notei tal coisa porque eu não saberia julgar C ou E o trecho "Se a 1 Turma do TJDFT, ao analisar habeas corpus impetrado em favor de paciente preso, decidir conceder a medida, a exeqüibilidade da decisão dependerá da elaboração do acórdão". É que fiquei na dúvida se era português tudo aquilo que estava escrito. Mas enfim, depois disso, resolvi esquecer aquilo e começar um profundo estudo antropológico sobre o comportamento dos concurseiros. Os observei atentamente, percebendo os tiques nervosos de alguns, a obsessão em se olhar o relógio de outros e a intensa concentração da maioria, que nem parecia estar ouvindo a irritante tosse de uma candidata que se sentava ao fundo. Também havia os que pediam para ir ao banheiro e voltavam tão rápido que eu chegava a imaginar se haviam se esquecido de lavar as mãos. Ou, pelo menos, se lavar as mãos foi só o que conseguiram fazer com tão poucos segundos. E o tempo corria e, a cada minuto que se passava, acontecia algo extremamente grandioso como uma pequena borboleta entrar na sala ou o carro da pamonha passar anunciando o preço do milho cozido e meu Deus, como estava barato! Mas, óbvio que só eu percebia essas coisas. Eles estavam ocupados demais pensando nos Regimentos Internos, na Lei 9.784/1999, nessas bobagens do dia-a-dia.
Mas eis que eu encontrei a matemática na prova! Foi como encontrar um chocolate perdido dentro de sua bolsa em um dia de abstinência de doce. Depois de um ano sem números, eu finalmente resolveria equações de segundo grau, problemas de lógica e juros compostos! Como é linda a matemática financeira! Agora eu entendia o resto dos candidatos e já não ouvia nada, nem mesmo continuava a sentir o pé da moça que se sentava atrás de mim batendo na minha cadeira com uma freqüência imutável. Quando me dei conta, eu havia preenchido 80 dos 120 itens e já começava a ficar preocupada com o tempo, pois faltavam apenas 30 minutos para o término e eu ainda deveria começar a chutar o resto das questões de direito. E muitas emendas, leis e exeqüibilidades (tá, ainda não sei o que é isso) depois, a prova se acabou. Eu ainda estava morrendo de rir com meus chutes e raciocínios ridículos (causando, claro, um estranhamento por parte dos vigias por ser a única candidata que ria) quando anunciaram que a recolheriam. Entreguei meus papéis, triste por ter de ir embora daquele lugar tão divertido. Foram quatro horas e meia de pura alegria. Eu sabia que muitos tentam concursos por anos e anos, mas não entendia o porquê. Definitivamente, agora o sei. Mas, falando nisso, quando é o próximo concurso mesmo? Tô brincando, minha gente! Tô brincando!

Friday, January 11, 2008

O Favor

Estava ficando velho, sabia que não lhe restaria muito tempo. Aquilo era muito importante, não conseguia ver sua vida se acabar sem ver algo tão grande se perder para sempre. Pensar nisso doía ainda mais seu coração, que pulsava agora preguiçoso, enferrujado, esperando a hora certa para parar totalmente. E a hora certa não chegaria até que decidisse o que fazer. Se lembrou de seu grande amigo, talvez o melhor que já tivera em toda a vida. Se conheceram moleques e, desde então, apesar de casamentos, descasamentos, brigas e filhos, não se distanciaram e puderam manter uma bela amizade, baseada na confiança e em segredos compartilhados. Mas esse era um segredo maior. Não sabia se o pior era a humilhação de ter de contar a difícil missão que deveria realizar e que estava chegando ao fim da vida e não conseguira fazê-lo, tendo de assumir que precisaria do amigo para concluir tal coisa ou se era morrer na desonra de não tê-la concluído. Convidou-o para um chope. O amigo, como sempre o fez em todos esses anos, se atrasou por mais de uma hora. Chegou correndo, se preocupava demais com a saúde do outro, se sentindo culpado por tê-lo feito esperar.



- Como vai, Zé? Como tá o coração?

- Vai bem. Nenhuma desilusão amorosa ultimamente desde a separação- fazia uma piadinha. Queria mudar o assunto, não havia tempo pra falar de sua doença. - Tiago, preciso da sua ajuda. Tenho guardado um segredo há anos. Preciso que me faça um grande favor. É o seguinte...


E cochichou no ouvido do amigo que o ouvia com uma cara que qualquer um que a observasse, diria estar ele sendo ameaçado de morte, ou, no mínimo, ouvindo uma piada de muito mau-gosto. A cada pausa do que o primeiro dizia, Tiago fazia apenas um sinal de que concordava com a cabeça, preservando sempre os olhos arregalados e a expressão aterrorizada. Saíram de lá calados, apenas se abraçaram e tomaram os sentidos diferentes em direção aos seus respectivos carros.
O Zé chegou em casa. Como sempre, trocou sua roupa por uma que lhe deixasse mais à vontade. Se deitou na poltrona mais confortável. Aliás, finalmente ela lhe parecia realmente de grande conforto, pois só se sentara nela antes pra pensar naquilo que tanto lhe preocupava e que transferira ao amigo. Finalmente se livrara da ansiedade, dos calafrios, do estresse que o dever lhe causava. Suas nádegas sentiam aquela poltrona como se fosse a primeira vez. E não foram só as nádegas; seu coração, como um sistema de engrenagens, aliviado, resolveu descansar interrompendo todo o trabalho de seu corpo. O descanso foi fatal e Zé pôde então ir em paz.
Tiago soube da morte do Zé no dia seguinte. Claro que ficou abalado, mas havia algo maior que não apenas o abalava como o aterrorizava e arrepiava até o último cabelo do nariz. Era como se estivesse na mente de seu amigo pouco antes de seu falecimento, pois sabia exatamente o alívio que devia ser morrer e se livrar de uma tarefa como aquela. Não conseguia mais dormir e, quando o fazia, acordava suado e tremendo. Levantava, tomava um copo d'água, mas não tinha mais sono. Via o sol nascer pensando, planejando, esquematizando passo a passo o que faria.
Aquilo tomou conta de tudo o que ele era. Largou sua namorada, pois o estresse, como todos sabem, acaba com qualquer relação, mesmo aquelas mais "Sandy & Junior" possíveis. Começou a beber com freqüência, aquilo parecia ajudá-lo a esquecer no início, mas sempre se dava conta de que, após algum tempo e umas doses a mais, a bebida o fazia ficar mais sensível com tudo o que estava passando e ele se pegava por diversas vezes chorando feito uma criança e "por que eu, merda! Maldito Zé!".
Em um belo dia, anotou em um pequeno papel o grande favor que Zé havia lhe pedido, para que, caso sua fraqueza o impedisse de realizar algo de tão grandes dimensões, alguém pudesse ler o que ali havia registrado e pudesse se incumbir da tarefa. Parecia ter adivinhado o que o destino lhe preparara. Acabou morrendo de acidente de carro, tendo sido atropelado por culpa de sua distração, causada não dessa vez pela preocupação usual, mas por estar atrasado para ir trabalhar mesmo (como eu havia dito, ele nunca fora muito pontual) e não ter se preocupado em olhar para os dois lados da rua. Quando do acidente, os bombeiros não chegaram a tempo. Procuraram apenas alguma coisa que identificasse aquele senhor coberto por uma lona preta. Encontraram sua carteira,e, dentro dela, aquele papel importante com o grande favor escrito em letras manuscritas e bem legíveis, todo dobrado. Na borda, havia escrito apenas "Caso algo aconteça comigo, leia este papel, mas não diga, EM HIPÓTESE ALGUMA, a ninguém o que está escrito ali. Tome como sua vida. Obrigada, o falecido".
O bombeiro Carlos abriu o papel. Leu-o em silêncio. Ao terminar, soltou apenas uma exclamação. Algo escrito ali parecia tê-lo assustado muito mais do que o fez o acidente de carro que matou o dono do bilhete ou todos os acidentes que havia presenciado até este dia. Sabia que sua rotina ia mudar, havia agora uma preocupação que tiraria seu sono, era mais do que um dever, aquela missão estaria agora presente nos seus dias e dela seria feita toda a sua vida. E, de olhos arregalados, apenas tomou o caminho de casa, conformado com o que o aguardava e com a certeza de que não podia falhar.

Thursday, January 10, 2008

Tempo di sognare un po'...

A minha paixão pela Itália era algo tênue, novo, incipiente, até o dia em que descobri que há uma possibilidade enorme que eu vá, ao menos uma vez na vida, matar a minha vontade de conhecer um outro país. Depois de tentativas frustradas de ir pra Disney, Bariloche e Inglaterra, agora, tenho um certo poder maior de decidir e de me tornar acessível esse tipo de viagem. Isso porque, antes, era o dinheiro dos meus pais que falava mais alto, ou melhor, mais baixo, e me escapava das mãos todos os sonhos com o esqui, o Big-Ben e o Mickey. Agora, descobri que posso fazer um intercâmbio pela Universidade, sendo necessário quase somente o meu esforço e um grande IRA (índice de rendimento acadêmico).
Eu, portanto, sabendo mais ou menos disso, passei o semestre inteiro preocupada com minhas menções, visando sempre ao sonho de mangiare una pizza in Italia!
Mas, esses dias, toda a minha ânsia de ir à Itália tem se tornado uma obsessão! Eu durmo pensando nisso e acordo assustada, pois meu vizinho na Itália tentou me matar em meus sonhos. Eu almoço imaginando que, em breve, estarei me enchendo de massas neste mesmo horário, na península tão distante. Escovo os dentes e imagino como serão as pastas de dente por lá. "E como se chama 'pasta de dente'? 'Pasta' é 'massa' por ali, preciso urgentemente saber disso. Falando nisso, preciso perguntar, o mais rápido possível, à minha professora como se diz 'absorvente' em italiano. Meu Deus, é impossível que eu fique seis meses por lá e não precise de um desses. Tá, é biologicamente possível, mas pra mim, é impensável. Devo, ainda, saber como se diz 'quanto é a escovinha? E quanto é o pé e a mão? Dá pra fazer uma francesinha?'. Amanhã vou atrás de saber isso".
E assim, nem mesmo o fim da pasta e o desgaste dos meus dentes são suficientes pra me fazerem parar com esses pensamentos.
Durante o dia, vou listando o que eu tenho de fazer para realizar meu sonho: manter o IRA alto; ter atividades extra-curriculares, pois elas vão contar muito na seleção dos alunos pro intercâmbio; estudar, pelo menos, 20 palavras novas por semana; aprender a comer de boca fechada.
E junto de tudo isso, começo a pensar em como tudo vai acontecer, desde o dia em que eu puser os meus pés no aeroporto italiano. Penso nos meus vizinhos, na melhor amiga que eu vou fazer por lá, nas festas, nas danças. Me vejo ensinando o samba (mesmo sem saber de modo algum sambar) aos meus novos amigos e me vejo discutindo futebol com os tetra-campeões, só porque, quando no exterior, o Brasil é o melhor país do mundo e só dá motivo pra orgulho.
E, quando penso no namorado que não tenho aqui, lembro (olhe bem, LEMBRO) do meu gato, o homem da minha vida que me beija loucamente e sussurra no meu ouvido um "sei bellissima, amore mio. Sei soltanto mia. Non posso pensare di non averti accanto". E daí, penso na despedida, na minha volta ao Brasil, nos olhos do meu amor marejados de lágrimas, a minha melhor amiga pedindo pra que eu a telefone todos os dias, meu vizinho, que depois de um tempo resolveu virar meu amigo deixando seu preconceito por latino-americanos de lado, e todas aquelas pessoas especiais que conheci nesses 6 meses maravilhosos. E, dias depois (na minha imaginação, claro), me vejo no Brasil de novo, na hora do almoço, comendo meu bom e tradicional prato feito de arroz, feijão e bife. Me vejo escovando os dentes, como o faço agora e descrevi anteriormente. Mas, mais do que isso, já me vejo sonhando em quando, como e o que farei para poder rever mais uma vez la mia meravigliosa Italia que tão boas lembranças me deixou...

Wednesday, January 02, 2008



Reflexões de ano novo


Faltavam alguns minutos para a meia-noite e, como de costume, fazíamos a nossa oração em família. Foi quando minha mãe resolveu inovar; pegou uma almofada no sofá e iniciou a explicação do que seria feito com aquilo. Segundo ela, teríamos, cada um, de pegar o objeto e imaginá-lo como sendo o ano que se passou, e transferir a ele todo o nosso sentimento em relação aos fatos que deixávamos para trás. Valia de tudo: carinhos, porradas, cuspe, beijinhos, qualquer coisa! Começamos então a tal dinâmica. Não demorou para chegar a minha vez; logo que segurei a almofada, pensei em tudo que havia me acontecido no ano de 2007. Reprovações no vestibular, uma decepção cá, outra decepção acolá, não hesitei e tratei-a com a maior indiferença possível, tornando evidente o desgosto que senti pelo ano do qual me despedia com um aparente alívio. Terminada a brincadeira, começamos a rezar, fosse em voz alta, fosse cada um fazendo para si sua própria retrospectiva. Voltei a pensar no ano passado. Reprovações, eu as tive, mas com o grande mérito de ter passado extremamente perto da aprovação. Tive também decepções simples, nada muito grave que me trouxesse intensa infelicidade.E comecei a me lembrar de minha família, de como o ano foi lindo! As bodas de prata de meus pais, todos que eu amo com saúde, o carinho intenso e amor incomensurável que temos uns pelos outros, o apoio que todos me deram no que costumo chamar de "fracassos acadêmicos". E meus amigos, então! Velhas amizades se fortalecendo, novas amizades surgindo, amizades perdidas sendo RECUPERADAS! E fazer 18 anos, imagine, não tem preço! Foram tempos de muita dança, muita festa, muito estudo, muita felicidade! Não foi, definitivamente, um ano ruim, muito pelo contrário! Ganhei maturidade para persistir nos meus ideais, experiência em determinados assuntos pessoais e muitas pequenas alegrias!!!.. É, terminamos a oração, o jantar, brincamos bastante e todos foram dormir. Menos eu. Havia ainda algo que eu precisava muito fazer. E assim, quando todos já dormiam tranquilos, peguei a almofada que outrora desprezei e dei-lhe um grande beijo, mas um beijo com todo o sentimento de gratidão que existia no meu coração...

Thursday, December 27, 2007

Um post pra mim mesma.

Eu quase vi o filme Deja Vu agora. Quase vi porque dormi em muitas partes. Apesar de um exagero na ficção científica, que me deixou achando o filme até idiota em algumas partes, me fez pensar na vida. Tá, eu sei que penso muito na vida, mas eu viajei bastante com alguns aspectos daquela trama. A história é que um agente federal que investiga um acidente com um barcão (eu não sei o nome daquilo) na cidade de New Orleans acaba trabalhando num projeto secreto do governo americano que descobre como manipular o tempo e o espaço, permitindo que ele volte ao passado, consiga salvar uma mulher bonita, evite o desastre, morra heroicamente, deixe o público feminino puto achando que os dois não vão ficar juntos e acabe voltando vivinho, existindo no passado e no presente (morto em um e vivo no outro) e ficando com a mulher. É um pouco confuso, eu sei, por isso, não recomendo o filme. Mas pensando um pouco em sua idéia, há muita coisa parecida na nossa vida. Tudo tá ligado, é tudo como no filme e como em "O Efeito Borboleta". E a MINHA vida, em especial, parece ser extremamente bem arquitetada pelO Cara lá de cima. Por exemplo: eu larguei o vôlei há um tempão. Eu jogava semi-profissionalmente e amava aquilo. Mas larguei porque eu nunca passaria em medicina se não o fizesse. De fato, não passei, mas nem cheguei a tentar! E isso foi ótimo! Escolhi fazer comunicação social, porque pensar em me dedicar à medicina não me trazia nada além de um grande incômodo e o outro curso, me deixava ansiosa, com fome de estudar. Eu não teria descoberto nada disso se tivesse continuado no vôlei, porque foi durante as minhas tardes no ócio (talvez no msn) que confirmei meu gosto pelo jornalismo e pela publicidade, com as pessoas que conheci graças ao tempo livre que eu não possuía quando treinava. Depois disso, mudei de escola. Eu poderia ter ido pra qualquer uma. Eu realmente queria ir pro Leonardo da Vinci. Certo que eu podia ter virado uma patricinha ou uma perua ali, ou, pelo menos, ter amigas desse jeito. Ou, ainda pior, não ter nenhuma. Acabei indo pro Sigma. E lá, conheci pessoas incríveis, tive momentos incríveis. Estudei em uma sala de novatos, de gente humilde, ainda não contaminadas pelo vírus do " sou pop e foda " ou, por uma doença ainda pior, a do "sou pop, foda e rico, não tá vendo? Olha minhas roupas! Eu estudo no Sigma e sou filho de diplomata". Minha turma era dos agregados, dos marginalizados, dos caipiras (e não há nenhum tom pejorativo nisso, aliás, dá saudade e uma pontada de orgulho). Lá, eu fui feliz e estudei muito. Eis que eu passei na UnB. E havia tudo pra eu ter marcado outro curso nas minhas opções, porque eu tinha a ASBOLUTA CERTEZA (expressão comum vindo de mim, não?) de que não passaria. E escolhi o jornal. E passei. O destino queria que eu fosse feliz. Mais uma vez, estive com pessoas maravilhosas que me encaminharam, sem suas intenções, pra escolhas certas. Inclusive, quando a gente se dá mal, é o caminho certo do mesmo jeito. Uma paixão não correspondida, uma merda irreparável, tudo isso faz a gente aprender. O Mário, com toda a sinceridade e sutilidade do mundo, olhou pra mim há alguns dias, quando eu curtia AQUELA fossa e disse que todo mundo passa por isso, já tava na hora de você quebrar a cara mesmo, Nurês. Sim, sim! Se eu inventasse de me apaixonar pela primeira vez aos vinte e sete anos, por exemplo, o tombo seria dez vezes pior. Se eu não tivesse tomado pau no primeiro PAS, ia desleixar nos outros, nos mais importantes. Poderia vir a ser arrogante, a me sentir prepotente. E acabaria não passando lá na frente, e ficando péssima. Ou aquelas estrias, ou qualquer coisa que me deixasse envergonhada antigamente de colocar um short curto ou uma saia, serviram! Não fosse por isso, eu poderia ter me acostumado a vestir coisas minúsculas, e, sem perceber, ter feito disso um hábito( tá, isso foi exagero, existe algo na cabeça de algumas mulheres, chamado bom senso, mas a intenção é mostrar o raciocínio). Tudo na nossa vida acontece pra nos levar pra algum lugar melhor. Nós estamos no meio de uma jornada que nem um cálculo matemático, uma análise combinatória, um teorema de pitágoras (tá, eu sai do colégio, não sei o que tem a ver isso daí) chegaria num número preciso de possibilidades de decisões e de caminhos a serem tomados. Mas o que importa é que não existe aquilo do filme, a gente não volta pra mudar. Mas, o pior de tudo, é que não precisamos. É EXATAMENTE aquilo que tem de acontecer. Você precisa ser pobre pra ter todo esse caráter, ou precisa ser feio pra ser legal e não ter crescido arrogante. E todas as pessoas que passaram na sua vida, foram necessárias. TODAS. Tá, nem todas, algumas só não fazem diferença, mas também não mudam seu destino. Ele tá traçado. Ele é SUA VIDA. Mudar o que aconteceu é mudar sua vida, é mudar suas experiências, é mudar o que você é.Querer ter outra vida, ser outra pessoa não vale a pena. Se você realmente pensa assim, talvez, apenas não saiba aproveitar tudo o que passa do seu lado enquanto você está de olhos fechados. É assim que eu vou procurar viver: as merdas na vida serão nada além de parte do caminho. As coisas boas, também. E, no final, meu jardim com flores vai estar lá. Lindo, cheio de anjoas, com Deus. E eu vou olhar tudo o que passei e pensar: "eu não mudaria absolutamente nada".


Muito Obrigada, meu Deus.


"Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual".

Engenheiros do Hawaii

Saturday, December 22, 2007

De volta aos oito anos.


Meu jardim do Amor

No meu jardim do amor
Nasceu uma bela flor
Apesar de ser muito querida
A mim causou muita ferida

Tão logo de florzinha
passou a ser erva-daninha
Às outras flores dava fim
Destruía o jardim

Numa feita, a jardineira surtou
Pela raiz, a erva daninha, arrancou
O jardim, repleto de dor,
Nem belo dia, ganhou outra flor

Tão bela quanto aquela
Também tinha a cabeleira amarela
Tão somente era essa a semelhança
Daquela outra, restava somente a lembrança

Mas, porém, essa flor
O jardim abandonou
E a causa dessa dor
É que o buraco que ficou
É igual e tão fundo
Quanto o que a erva-daninha deixou
Manuela Marla

Adeus homens velhos, felizes homens novos.

Pra não fazer mais um post clichê de METAS de ano novo, vou fazer um sobre MERDAS que NÃO devo fazer em 2008:


-Não lembrar do cara "prazer-você-gosta-de-mim-há-séculos-e-eu-não-tô-nem-aí-supera-isso".
-Não me apaixonar por um cara "prazer-vou-te-magoar-ainda-que-te-faça-superar-o-outro"
-Não magoar um cara "prazer-vou-sofrer-por-você"
-Não ficar com um cara "prazer-pode-me-usar" pra provocar o cara "prazer-vou-te-magoar-ainda-que-te-faça-superar-o-outro" e acabar magoando o cara "prazer-vou-sofrer-por-você"


Bom, por enquanto é isso. Depois acrescento alguma coisinha ou outra. Quem sabe algo sobre minha vida profissional, pq a pessoal já deu no saco.

Saturday, July 07, 2007

É assim que começa. A gente condena tudo. Condena aquele bando de bêbado retardado e que amanhã não vai querer lembrar de nada. O mundo tá perdido.
E o primeiro gole não muda nada. É sempre a pior coisa que já inventaram no planeta. E que não dá a mínima diferença de beber o álcool da cozinha. Que nojo.
E passam anos. Anos. Anos. Os goles viram doses. A Universidade vira bar. Vem a primeira tontura, a primeira "alegria", a primeira tequila. Mas beber só pra comemorar. Hoje não é dia de Tiradentes?
Os bêbados acabam sendo muito divertidos. É engraçado não se lembrar de muita coisa. Amigo que é amigo vira o copo junto.
De repente, chega na vida algo nada agradável: eis que amanhece o inimigo, o dia seguinte. E a linda festa vai embora. Que casa mais triste. E vem o enjôo e a falta de apetite.
E eis que vem a idéia de postar no blog.

Saturday, March 24, 2007

Pérolas do jornalismo

Manu, Manu...
Não me escreva uma coisa dessas. Eu te implooooooooooooooro!!!

Encontrei essas "pérolas do jornalismo" na apostila de redação do cursinho. Achei tão engraçado que decidi compartilhar.
Enjoy it!


“Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério para a satisfação dos habitantes.”
(Eles deviam estar com sede coitados...)

“A nova terapia traz esperança a todos, os que morrem de câncer a cada ano.”
(Viva a ressureição!)

“Apesar da meteorologia o tempo esfriou ontem intensamente.”
(Não pagaram os direitos do El Nino. Olha no que deu...)

“Os sete artistas compõem um trio de talento.”
(Alguém tem uma calculadora?)

“A vítima foi estrangulada a golpes de facão.”
(Que horrível...)

“Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável.”
(Em hipótese alguma!)

“Há muitos redatores que, para quem veio do nadam, são muito fiéis as suas origens.”
(Concordo plenamente)

“No corredor do hospital psiquiátrico, os doentes corriam como loucos.”
(Que coisa impressionante!)

“Ela contraiu a doença na época em que ainda estava viva.”
(Que azar, hein?)

“O aumento do desemprego foi de 0% em novembro.”
(Onde vamos parar desse jeito?)

“As circunstâncias da morte do chefe de iluminação permanecem rigorosamente obscuras.”
(Lógico, se não tem mais ninguém para iluminar!)

“O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos.”
(Acho que houve um erro de matemática.)

“Parece que ela foi morta pelo seu assassino.”
(Como será que conseguiram desvendar o mistério?)

“Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça.”
(Bom, todo mundo fala que bebê tem cara de joelho.)

“A polícia e a justiça são duas mãos de um mesmo braço.”
(É, todo mundo já sabia que eram defeituosas...)

“O acidente foi no tristemente célebre Retângulo das Bermudas.”
(Não era “Triângulo” das Bermudas?)

“Este ano, as festas do 4 de setembro coincidem exatamente com a data de 4 de setembro, que é a data exata, pois o 4 de setembro é um domingo.”
(Um calendário, rápido!)

“O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão.”
(Sem direito a fiança?)

“Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio, trata-se de um incêndio.”
(Achei que fosse uma churrascada!)

“O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, se suicidou.”
(A volta dos mortos-vivos!)

“Um surdo-mudo foi morto por um mal-entendido.”
(Uhum!)

“À chegada da polícia, o cadáver se encontrava rigorosamente imóvel.”
(Ninguém assistiu a Um morto muito louco ?)

Saturday, March 17, 2007

Names, names

Entrou lá na catequese um menininho de uns 6 anos chamado MC. Isso mesmo: ême-cê.
Tá a maior dúvida lá na igreja, se chamam ele de eme-cê, de êmi-ci, ou de Mac. Não tenho nada pra dizer mesmo. É só porque achei isso algo interessante a ser estudado.

Tuesday, February 20, 2007

Pra paixões antigas, agora:

Soneto da separação

(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
(...)

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Engraçado que eu nunca achei que resumir alguém em um texto de autoria alheia significasse que essa pessoa não tem valor. Pra mim, era exatamente o contrário.





E chega de sentimentalismo.

Monday, February 19, 2007

Amores vêm e vão. São aves de verão.

Eu nunca te amei,

Mas amei seu jeito;
Amei seu sorriso certo e natural;
Amei o jeito como você me olhava, como me elogiava;
Amei ter o melhor ouvinte ao meu lado, ter o cara mais atencioso com minhas besteiras mais insignificantes;
Amei o fato de você ter dado atenção às minhas histerias, às minhas preocupações, às minhas alegrias;
Amei o fato de você ter estado lá sempre que precisei;
Amei seu jeito de dirigir e até seu estresse no trânsito, pedindo perdão sempre que deixava soltar um palavrão pesado;
Amei o jeito que você me beijava gostoso;
Amei o jeito que me abraçava e as inúmeras formas de carinho que me dava;
Amei a sua fé em mim e em nós;
Amei a sua insistência, a sua teimosia, o seu otimismo no namoro;
Amei seu jeito meigo, seus discursos sobre Direito que eu ouvia admirada como que ouve apaixonada um professor;
Amei seu peitoral forte, o seu colo, onde me cabia tão certinho;
Amei seu perfume, seu cheiro de você, suas mãos, seu cabelo rebelde;
Amei seu CARÁTER, que nunca deixou seu orgulho falar mais alto e que te fazia uma pessoa linda e perfeita;
Amei seu respeito incomensuravelmente grande por mim;
Amei o brilho que seus olhos ganhavam ao me ouvir falar ou falar de mim;
Amei o jeito engraçadinho que você come;
Amei todas as vezes que me contou algo que achou engraçado ou que fez outra voz divertida pra imitar outra pessoa;
Amei as inúmeras vezes que repetiu a frase "Ahhhh...Não sejamos Fariseus!", tirando, é claro, quando a usou em nossas brigas;
Amei todas as sua declarações, as mais espontâneas possíveis;
Amei a intenção dos seus presentes, muito, mas muito mais do que gostei deles mesmo;
Amei quando ficou empolgado em estudarmos e passarmos juntos na câmara, e o fato de ter ficado tristinho quando não pude ir com você pro cursinho;
Amei o jeito que ficava feliz após comer um peixe ou um Mc Tasty;
Amei todas as vezes que me corrigiu que "não é Mc Tasty, é Big Tasty.Nem Bic Tasty, nem Mag Tasty.Big Tasty, lembra de mim: grande e gostoso";
Amei quando você disse que salada fazia mal e engordava;
Amei uma parte do seu ciúme (a que não gerava briga), a que não me deixava usar certas roupas e que achava que um cara que me chamou de "querida" deu em cima de mim;
Amei o jeito que ficávamos juntos com outros casais e eu me sentia invejada por nos achar bem melhores que eles;
Amei quando você completava minha piada, quando caçoava de mim, me achando bonitinha;
Amei as horas que passei com você e amei esses poucos meses que vão ficar pra vida inteira...

Eu posso nunca ter te amado, mas você me faz falta.
Se foi o medo de tentar, se foi a fuga que me fez cometer esse erro de novo, quem tem de sofrer sou eu. Porque, no final das contas, fui eu quem perdi uma pessoa especial.

Cometer um erro é humano. Cometê-lo duas vezes...essa sou eu.

Até a vista, melhor namorado do mundo.

"Você errou, quem mandou você errar? Quem mandou?"- Vinícius de Moraes.

Saturday, January 20, 2007

A morte definitiva do amor



Eis que vejo uma cena raríssima: um casal de velhos, sentados, de mãos dadas, completamente apaixonados.Repito, uma coisa RARÍSSIMA de se ver nos dias de hoje. Amor?!Seria o amor mais uma lenda, dessas coisas que nossos pais fazem a gente acreditar, como papai noel, ou "você vai passar rapidinho no vestibular pra medicina", etc, etc?! Uma coisa é fato: se existe, o amor está entrando definitivamente em extinção.Basta analisarmos o número assustador de casos de separação!Vejam só, o casamento,uma das instituições mais antigas da humanidade, está perdido!E não pára por aí: em uma pesquisa do Fantástico, 50% dos entrevistados do sexo masculino afirmaram já ter traído sua parceira(metaaaaadeeeee!!!) contra os 25% de mulheres que afirmaram o mesmo.Um dado assustadoramente impressionante!!E, para completar, vêm os jovens com a completa vulgarização do amor e da paixão: o bendito "ficar".É, o beija-beija(pra não dizer coisa mais...mais!!) da garotada se tornou algo comum; experimentar salivas diferentes, expor-se a doenças constantemente, tornar-se "objeto" conscientemente e julgar os outros a mesma coisa; tudo isso se tornou normal e saudável. Bom, não é de admirar que os adolescentes de hoje não dêem valor aos princípios de amor, uma vez que vivemos uma época de intensa e completa banalização da sexualidade. Basta ver o corpo de mulheres semi-nuas no mais ingênuo anúncio,pais que ensinam a seus filhos que "pegar mulher" os torna "homens de verdade" e garotas que disputam entre si quem já "ficou" com mais meninos. E, para completar, ainda expomos as crianças diariamente a esse mundo perdido, mesmo sem querer, enquanto assistimos a novela das oito e não percebemos que a criaturinha está na sala, assistindo também.Imagino-me conversando a respeito de amor com meu futuro neto(e bota futuro nisso!). Ele certamente diria:"Vó, amor?!Isso é coisa do seu tempo!". É, do jeito que estamos indo, cada vez mais nos afundaremos no caos de uma sociedade sem respeito, sem valores, sem moral. E, desde já, estou evitando usar a palavra "amor", já que ela está definitivamente caminhando para sumir do dicionário..

Le monde est putary
The world is a putary
Die Welt ist ein putary
il mondo è una putary
el mundo es una putary
O mundo é uma putary!

Thursday, January 18, 2007

Tudo passa, até uva passa.Só EU não passo!!


Deu pra sentir no título: é a minha vez de lamentar meus infortúnios da vida acadêmica.
Tudo começou no dia em que eu disse "sim". Um "sim" meio sem jeito, sem conviccção alguma, mas, ainda assim, uma decisão: faria medicina. E, como todo bom aspirante a médico, posso dizer que já conhecia os sintomas que derivam dessa escolha: vida social afetada, noites viradas por conta de estudos compulsivos, etc.Mas,em se tratando de sintomas, posso dizer que o pior deles é o medo.Sim, medo, medo, medo.De ter de aprender a estudar, de precisar deixar de lado as baladas constantes, de levar várias reprovações na cara e demorar muito pra passar, de decepcionar todos aqueles que acreditam em mim e de acabar desistindo no final(se me perguntassem agora se sou uma mulher ou um rato, eu provavelmente diria "um rato").
E quando a gente pensa que o desânimo não pode piorar, há sempre aquela "tia" amiga da sua mãe pra te dizer que conhece pessoas que persistiram e conseguiram entrar no curso "após seis anos de tentiva".E ainda acham que estão te animando com isso..
Bem, não posso negar que minha fobia é um pouco exagerada, mas ela faz, no fundo, um pouquinho de sentido.As estatísticas não mentem(ebaa!!Sempre quis usar a palavra "estatísticas numa redação) :são quase 2000 alunos concorrendo por 20 vagas na Unb!!Isso dá quase 100 candidatos por vaga!
Ok, isso tudo pode ser uma fase e, como tal, um dia vai passar.Mas, e eu?Também vou passar?!

Dicas de verão

Para melhor cuidado dos dentinhos é recomendado escová-los com a escova numa inclinação de 45º e sem aplicar muita força!
Para melhor cuidado dos olhos é recomendado direcioná-los à pessoas bonitas e à paisagens extraordinárias.
Para melhor cuidado da boca é recomendado beijos inesquecíveis.
Para melhor cuidado dos ouvidos é recomendado ouvir a trilha sonora mais marcante.
Para melhor cuidado da mente é recomendado a leitura de um bom livro, ou seja, Ponto de Impacto!!!

Wednesday, January 17, 2007

Diário de bordo

Querido diário,
Hoje está muito quente na capital de Minas Gerais, mais conhecida pela Manu do submundo do crime como cidade dos Bons Homens.
Cheguei, cumprimentei, espriguicei e finalmente reli o final do livro mais esperado por mim desde o ano passado: Ponto de Impacto!
Pena que o encanto da leitura já terminou e terei de começar a ler outro livro que talvez não seja tão maravilhoso quanto este.
Enfim... não era por aí que queria começar as lamentações...
Hoje, a caminho de Belo Horizonte, parei num restaurante de beira de estrada para almoçar. Não é que eu me deparo com o time júnior do Cruzeiro?? Voltando à citação a cima, talvez aqui seja mesmo a terra dos Bons Homens!
Voltando ao começo da viagem à terra da terra vermelha (me refiro à São Paulo, ok?), me diverti muitissíssimo com minha querida tia Rô. Ela me levou pra dançar samba rock. Tudo bem. Não foi a mesma coisa de ir ao Caribeño, mas até que foi divertido, apesar do pouco número de casais que, de fato, estavam dançando.
Também fui ao cinema, mas sem grandes emoções. Fui visitar parentes do interior. Comi cachorro-quente da praça. Quase briguei com a minha prima. Sonhei acordada por causa de garotos e também pelo calor. Assisti desenho! Descobri que só tenho metade do juízo. Lamentei a falta de pontos que precisava pra entrar na UnB. Senti falta das amigas de Brasília! E finalmente decidi que esse ano eu quero que seja diferente, que EU faça a diferença.
É, passou muito rápido!
Agora tô esperando chegar a hora de voltar pra casa e encontrar as amiguinhas de infância pra botar o papo em dia e contar os detalhes dos BHs!!

Monday, January 15, 2007

Péssimo entendido.

Já faz mais de duas semanas que estou com uma dor terrível na coluna. Hoje fui no médico. O diálogo com ele:

-Mas o que você tem feito pra estragar a sua coluna? Algum esforço físico além do seu limite? Carregou peso?- perguntou o doutor

-Não. Eu tenho dançado bastante. E não alongo.

-Mas sair pra dançar é comum, não causaria uma dor assim.

-Mas o que eu danço é diferente. Tem de mexer muito, jogar o cabelo pra frente, jogar pra trás, abaixar, essas coisas- me referindo ao ZOUK

Com certeza o médico tava jurando que eu era dançarina de bar pela descrição da dança. Não tenho certeza, mas depois disso ele tava me tratando tãaaaaaaao diferente...hehehehe.